O alfaiate de Steve Ballmer
Quem seria o alfaiate do Steve Ballmer?
No vídeo abaixo, a canela do homem-forte da Microsoft chama mais atenção do que qualquer coisa que ele tenha falado.
http://www.news.com/1606-2_3-6215103.html
Além disso, o moço funga o nariz o tempo todo (alergia? resfriado?). E não conseguimos concluir se o entrevistador é homem ou mulher. Contribuição da amiga Lígia Sanchez.
Gravata rosa
Ser homem no mundo da firrrrrma é relativamente simples quando se trata de guarda-roupa. Basta combinar terno, meias, camisa e gravata e pronto. Não tem como errar, as regras são bem simples.
Isso pode ser uma vantagem – não há muito o que pensar na hora de se vestir, decidir se vai de meia manga, manga longa, decote V, U ou canoa, se o pé vai na sandalia ou no scapin.
Pode ser uma desvantagem também, pois os caras que querem variar não têm muita opção. Aí, alguns mais, digamos, ousados, acabam extrapolando. Como o sujeito que trabalha comigo e usa gravata rosa. Toda a semana, cruzo com o cara pelos corredores e lá está ele, com o acessório horrendo pendurado no pescoço.
Não é uma questão sexista – não gosto de rosa nem para mulheres. Mas aquela gravata naquela pessoa é de foder!
Idéias que não estão no PowerPoint
O que mais me irrita nas empresas é que as soluções para todos os problemas são simples, mas elas insistem em complicar.
O grande problema que empaca as empresas é a comunicação. De Chacrinha a McLuhan, todo mundo já falou sobre a importância da comunicação – e outros trouxeram esses ensinamentos para a realidade corporativa, mas parece que a coisa ainda não andou.
Hoje, por exemplo, recebemos um email com uma bronca de porque nós produzimos um número X de peças enquanto os concorrentes produziram 2x na ponte do feriado. Acontece que sempre produzimos x quando são pontes de feriados. Além do mais, estamos com uma remessa especial de um outro produto, o que tem tomado o tempo de toda a linha de fabricação.
Eles sabem disso, mas fingem que não sabem. Aí chamam a supervisão para uma reunião – que vai durar cerca de 4 horas, tirando uma pessoa da linha e fazendo o negócio atrasar mais ainda. Tudo para tirar satisfação.
Por que antes do feriado não falaram pra gente que queriam que a gente produzisse 2x? Resolvido!
Como eu sou a imbecil na linha de produção, minha opinião não vale. Mas se eu fosse a imbecil com um powerpoint cheio de imagens bucólicas, uma música melosa e um sotaque grigo, seria consultora e ganharia milhares de dólares pra falar exatamente a mesma coisa.
Nade 9 mil quilômetros e faça uma curva suave à direita
Os programas de localização geográfica são uma ótima sacada, já cheguei a muitos lugares — dentro e fora de SP — com a ajuda deles. Aí surgiu o Google Maps, um avanço que deixou esses programas ainda mais incríveis. Mas depois de ontem, meu conceito sobre o Google Maps — e sobre o Google em geral — despencou. Meu irmão me disse “vá ao Google Maps e peça uma rota de Belo Horizonte a Miami”. Fiz o que ele falou e achei muito legal, tudo bem explicadinho, rua por rua… Até o passo 43 (são 51 no total). NADE 9 MIL KILÔMETROS PELO OCEANO ATLÂNTICO.
Quem se arrisca?
Ah, detalhe para o “curva suave à direita” depois da travessia. Ma che genti!
O roncador ao lado
Dormir com alguém que ronca é péssimo. Mas dormir com um desconhecido que ronca é pior. Pois é, peguei um voo de São Paulo para Washington e, como se já não fosse ruim o suficiente pegar o assento do meio em uma viagem de nove horas, o ser humano do meu lado roncava como se não houvesse amanhã. Juro, como um porco. Dei umas cutucadas nele, mas nada aconteceu. Digo, as roncadas continuaram. Tentei os fones de ouvido do centro de entretenimento da aeronave, mas nada.
Meu pai é desse tipo que ronca um monte. A gente fechava todas as portas entre nosso quarto e o dele (que, na verdade, eram só duas) e o barulho era tanto como se ele estivesse bem ao nosso lado. Um inferno! Minha mãe desistiu de dormir com ele depois de 20 anos. E ainda agüentou bem, eu não suportaria uma semana.
É um negócio que tem conserto e é fácil, mas meu pai é muito preguiçoso. Argumentamos tudo: que isso faz mal, que ele tem apnéia noturna e pode morrer, que quando ele vai viajar, as pessoas se incomodam. Sabe qual é a resposta? “Eu durmo, se os outros não dormem, é problema deles”.
Olhei no dedo do meu vizinho de avião e ele tinha uma aliança no dedo. Fiquei imaginando que a esposa dele também deve se incomodar, também deve ficar embaraçada pelo cara (a “vergolha pela pessoa”), deve desistir e ir dormir no sofá às vezes. E que ele responde a mesma coisa.
Apelei para o volume máximo do meu iPod. Além de quase ficar surda, o barulho não disfarçava o problema do meu colega de voo. Já com raiva da situação e com medo de falar alguma coisa e acabar batendo no cara só de imaginar ele ser folgado como meu pai, achei imelhor encontrar outra solução.
Peguei minhas leituras, fui pra parte de trás do avião e lá fiquei lendo. Três horas. Uma maravilha. Quando terminei, já estavam servindo café da manhã. E o belo adormecido acordou feliz da vida.
Boom do etanol faz pipoca encarecer
Amantes de pipoca, tremei. O quitute ficará mais caro por conta do boom do etanol. Pelo menos foi o que saiu na agência Reuters hoje. A nota diz que os preços de pipoca nos EUA aumentaram cerca de 40% desde 2006 por conta da alta do etanol – principal matéria-prima para esse produto no território norte-americano.
As empresas que compram pipoca todo ano estão fadadas a escolher entre um número pequeno de fornecedores – o que não acontece, por exemplo, com quem trabalha com milho normal ou soja. Com o boom do etanol, esses fornecedores passam a vender para os produtores de combustível e deixam os pipoqueiros na mão.
Já pensou em uma alternativa de lanche para sua próxima ida ao cinema?
Barco de junco vai cruzar Atlântico
Hoje saiu uma notícia no UOL falando que exploradores vão cruzar o Atlântico Norte para a Europa, o que provaria que os laços comerciais entre os dois continentes remontam à Idade da Pedra.
Mas isso será feito em um barco de junco, esse da fotinho. Uma espécie de Caçadores de Mitos.
Personal death organizer
Ultimamente tenho me preocupado um bocado com o dia da minha morte. Não exatamente como eu vou morrer nem quando. Mas quem avisar, se eu vou querer que minhas cinzas sejam jogadas na montanha e no mar, quem eu posso avisar que quero doar meus órgãos — alguém que vai se lembrar disso naquele doloroso momento (ou nem tanto).
Até como fazer o funeral, se vou mesmo querer que toque “Crying” e “Under my Thumb” ou se vou optar por quebrar todos os protocolos e mandar um “it’s raining man, aleluia”. (Pelo menos tem a palavra “aleluia”, não é tão profano quanto “under my thumb there’s a girl who messes around” ou qualquer coisa assim).
Menina, mas hoje meus problemas acabaram! Acabei de ler na Reuters que inventaram um site (www.youdeparted.com) que entrega todos os seus úlimos e-desejos para familiares e amigos quando você morrer, bem como informa onde encontrar documentos importantes como passaportes e apólices de seguros. (Ah, essas também eram preocupações, uma vez que sou um pouco desorganizada e não sei bem se minha mãe ia conseguir achar, por exemplo, o cartão do Citibank que eu nunca usei.)
Não tem o personal trainer, personal dresser, personal stylist, personal fucker? Agora também tem o personal death organizer!
A gente pode até especificar como gostaria de estar vestido para seu funeral e providenciar uma mensagem em vídeo e fotos para enviar aos entes queridos quando você se for. Ai, che bonito!! Dá-lhe maquiagem borrada!
“Antigamente, as famílias costumavam ter um advogado de confiança para lidar com esses assuntos. Mas com a complexidade da vida moderna, a morte também precisa de mais organização”, afirma Collin Harris, o moço que criou o YouDeparted.com.
O site usa programas de criptografia utilizados pelo exército dos EUA (assim diz ele, mas quem garante?) para assegurar que as informações não sejam roubadas. Depois que o usuário morrer, membros da família podem desobstruir a conta com uma chave secreta e obter todas as informações.
O tal do Harris, cerca de cem pessoas assinaram o serviço desde que ele entrou no ar, em maio, e pagam US$ 9,95 anuais. Ou seja, o moço já faturou mil doletas com essa brincadeira. Ele devia fazer uma parceria com aquela família esquisita do Six Feet Under.
Mão grande
A SAP é uma das maiores empresas de software do mundo que fez sucesso com um sistema de gestão corporativa e ganha zilhões de dólares com eles no mundo todo. Aí hoje saiu a notícia de que ela roubou informações de outra empresa gigante, que também ganha zilhões de dólares no mundo todo — a Oracle.
A notícia está no IT Web, um dos melhores sites de tecnologia da informação do Brasil.
http://www.itweb.com.br/noticias/index.asp?cod=28843
Mas como são pessoas jurídicas que ganham zilhões e zilhões de dólares, provavelmente vão fazer um acordo. Se fosse o mindingo roubando margarina no Pão de Açúcar, ele já tava no xadrez. O seu Abílio não ia querer saber de fazer acordo com o pobre do mindingo, apesar da margarina possuir um valor insignificante para a rede varejista e, principalmente, apesar do Pão de Açúcar ser “lugar de gente feliz”, como lembrou minha amiga Leonor.

